Dracena, Domingo - 24 de Junho de 2018

Ansiedade, o mal do século! Por Daniela Caetano

Daniela Caetano-Psicóloga

Ansiedade, o mal do século!

Medo, inquietação e angustia. Esses são alguns dos sentimentos que podem acompanhar a pessoa ansiosa. Todos nós sentimos ansiedade em algum momento de nossas vidas e, dessa forma, posso garantir seguramente que é um sentimento indispensável e faz bem. Em pequenas doses, é o estímulo necessário para que o ser humano se prepare para situações estressantes e passe por elas com sucesso.

Derivada do medo, desde os primórdios da espécie humana, a ansiedade vem cumprindo o papel de garantir a sobrevivência do homem. O grande problema está quando ela deixa de ser uma resposta natural do corpo humano e começa aparecer, de forma exagerada, sem razão, nem motivo aparente e com uma freqüência cada vez maior. Quando isso acontece, passa a ser uma patologia.

Qualquer um sofre, em maior ou menor grau, de ansiedade, mas o transtorno merece atenção redobrada quando passa a prejudicar os relacionamentos conjugais, profissionais, acadêmicos e até mesmo sexuais.

Atualmente, estudos mostram que, pelo menos, 3% dos adultos são afetados pela ansiedade durante um período de um ano, mas em alguns casos ela pode persistir por vários anos.Os sintomas mais comuns são: sudorese, taquicardia, tremor, medo excessivo ou até mesmo paralisante. Em uma crise grave, a pessoa pode sentir náuseas e falta de ar. Dependendo do grau, tira o sono do indivíduo, deixa-o mais predisposto a sofrer de enfermidades cardiovasculares e o priva de sair de casa quando o medo atinge níveis incontroláveis.

Como se vê, a ansiedade está aumentando diariamente. Hoje em dia, nosso coração bate mais forte diante do desemprego, dos preços altos, das dificuldades para educação dos filhos, das perspectivas de um futuro sombrio, dos muitos compromissos econômicos cotidianos e assim por diante.Aprender a lidar com a ansiedade que todos esses estímulos estressores causam é fundamental para garantir uma vida saudável.

O domingo das pessoas ansiosas tem uma apreensão de segunda-feira e antes de dormirem já pensam em tudo que terão de fazer quando o dia amanhecer. É a corrida para contra o tempo de não deixar nada para trás. É um estado de alerta contínuo e uma pressa para o que der e vier. As férias são tranqüilas e bem aproveitadas apenas nos primeiros dias, mas, logo em seguida, começam a se agitar: ou porque sentem que não estão fazendo alguma coisa que deveriam fazer, embora não saibam bem o que, ou porque pensam em tudo aquilo que terão de fazer quando as férias terminarem. Enfim, é um descontentamento diário e recorrente.

Dessa forma, quando a ansiedade ultrapassar o limite e a pessoa não conseguir mais realizar suas tarefas diárias sem sofrimento, é hora de buscar ajuda especializada e dar início a um tratamento. Ter força de vontade e entender que essa ansiedade descontrolada e exagerada não é normal são requisitos básicos para o processo de cura inicial. Em casos extremos, pode ser necessária a intervenção medicamentosa e a psicoterapia. Um profissional de saúde mental (psicólogo ou psiquiatra) deverá fazer uma avaliação diagnóstica precisa para definir o tipo de tratamento mais adequado para cada paciente. Curar-se sozinho, nesses casos, é praticamente impossível.

É importante não esquecer que há diversos tipos de ansiedade e que cada pessoa reage de uma forma diferente a ela. Assim, não existe uma fórmula única que possa resolver o problema. Cada indivíduo é distinto e, por isso, é importante também buscar o autoconhecimento, para aprender, descobrir e elaborar técnicas próprias de combate a este sintoma, às vezes inconveniente, mas natural e sempre presente.

 

Daniela Caetano

Psicóloga-Dracena SP

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