Dracena, Domingo - 22 de Abril de 2018

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Desejo Sexual Feminino

 

 

                 As disfunções sexuais femininas podem afetar o desejo sexual e/ou alterar as respostas psicológicas e fisiológicas do corpo frente aos estímulos sexuais, causando sofrimento e insatisfação não só na pessoa, como também no seu parceiro.

                 Inúmeras são as causas que de forma pontual ou prolongada, prejudicam a reposta sexual feminina.

                 Podemos citar as repercussões de uma educação rígida, estimulação inadequada das zonas erógenas, conflitos conjugais, falta de atração pelo parceiro, história de violência sexual, ansiedade, depressão, fadiga, medicamentos que inibem a libido e algumas doenças físicas (diabetes, coronariopatias, distúrbios hormonais, dislipidemias, etc.).

                  Somam-se a isso as variações da resposta sexual durante o ciclo menstrual e o ciclo de vida feminino, cujas etapas (menarca, ciclo gravídico – puerperal, climatério, menopausa, senilidade) repercutem de forma diversa sobre a atividade sexual feminina.

                 Os fatores relacionais parecem ser mais importantes que a idade e a menopausa. As mulheres disfuncionais costumam relatar maior incompatibilidade com o parceiro, queixam-se de poucas preliminares e de desinteresse do parceiro. Em alguns casos, a atividade sexual cessa em decorrência de falta de carinho, problemas de comunicação e sentimentos de culpa.

                 O uso de algumas substâncias como álcool, narcóticos, maconha e cocaína, também podem diminuir o desejo sexual.

                 A intensidade do interesse sexual varia principalmente em função da experiência sexual anterior. A auto-imagem sexual negativa, o medo da avaliação pelo parceiro e a auto-imagem corporal comprometida podem levar à diminuição do desejo sexual.

                 O nível educacional também é importante. As mulheres mais instruídas têm mais acesso à saúde e cultivam menos mitos e tabus sexuais. Segundo estudos no Brasil, 8,2% das mulheres se queixam de absoluta falta de desejo sexual, 26,2% não atingem o orgasmo, 26,6% têm dificuldade de excitação e 17,8% têm dispareunia (dor).

                 Há vários estudos que associam fatores psicológicos e função sexual, porém a ação dos fatores biológicos é menos conhecida.

                 Várias são as vertentes de tratamento: terapia sexual, antidepressivos, esteróides sexuais, até vinho tinto. Porém, a saúde (física e emocional) preservada, hábitos de vida saudáveis e informação correta sobre sexo, são a chave da manutenção do bom desempenho e da satisfação sexual.

                 Paixão, intimidade e compromisso consigo é uma trilogia possível, e a receita infalível para a felicidade sexual. Resgate o diálogo, o namoro e as preliminares. Pratique sexo na medida da sua emoção e da capacidade do seu corpo, respeite seu parceiro e surpreenda sempre...

 

                                                                   Dra. Paula Erika Osaki da Fonseca

                                                                          

 

                                 

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