Dracena, Sexta - 25 de Maio de 2018
Comércio de Adamantina fecha as portas às 17h em apoio aos caminhoneiros   4 Por Gi Notícias/Grupo Impacto   Caminhoneiros realizam manifestação no trevo da Lagoa Seca, na SP-294, em Adamantina (Foto: Jornal Folha Regional) O comércio de Adamantina fechará as portas às 17h, desta quinta-feira (24), em apoio a manifestação dos caminhoneiros. Uma carreata sairá do centro da cidade em direção ao ponto de mobilização na SP-294 (rodovia Comandante João Ribeiro de Barros), no trevo da Lagoa Seca. A mobilização é realizada pelo Sincomercio (Sindicato do Comércio Varejista) Nova Alta Paulista, que compreende que a alta tributação do diesel afeta diretamente os caminhoneiros, impactando no comércio e em toda a população. “Nossa meta é o desenvolvimento econômico por meio de um comércio forte, respeitando todos os setores que atuam em conjunto para este trabalho”, disse o presidente do Sincomercio, Sérgio Vanderlei da Silva. Manifestação Pelo quarto dia os caminheiros realizam protestos em rodovias do Oeste Paulista. Na SP-294, as manifestações se concentram em Adamantina, Dracena, Osvaldo Cruz e Tupi Paulista, conforme balanço da Polícia Militar Rodoviária. Km 574 da Rodovia Comandante João Ribeiro de Barros, em Osvaldo Cruz. Movimento em ambos os sentidos. Há, aproximadamente, 42 caminhões. Carga viva, ônibus e caminhões leves estão sendo liberados para prosseguirem viagem, todos os caminhões que estão transportando carga, inclusive caminhões leves estão sendo abordados e convidados a pararem. Km 658 da SP-294, em Tupi Paulista. Movimentação em ambos os sentidos, com aproximadamente cinco caminhões leves. Veículos leves, ônibus, produtos perecíveis e carga vivas são liberados para prosseguir. Km 596,600 da SP-294, em Adamantina. Aproximadamente dez caminhões às margens da rodovia, em ambos os sentidos. Caminhões que estão transportando carga estão sendo abordados e convidados a pararem. Km 646,3 da SP-294, em Dracena. Aproximadamente dez caminhões estão estacionados dentro de um posto de combustíveis às margens da rodovia.
Caminhoneiros aderem à greve em posto de combustíveis na beira da SP-294 em Dracena   Por   Caminhoneiros seguram faixa de protesto em apoio a Associação dos Caminhoneiros da Alta Paulista (Foto: Lucas Mello/JR)Portalregional A greve dos caminhoneiros que teve adesão em quase todos os Estados do País e que chegou à Nova Alta Paulista está em seu quarto dia na rodovia Comandante João Ribeiro de Barros (SP-294), nos trechos que correspondem aos quilômetros 658 e 574, em Tupi Paulista e Osvaldo Cruz, respectivamente. A Polícia Militar Rodoviária (PMR) divulgou ontem, 23, um balanço das paralisações. Em Osvaldo Cruz, em ambos os sentidos, mas sem interdição da via, teve o envolvimento de 150 caminhões e em Tupi Paulista, também em ambos os sentidos, mas sem interdição da via, teve o envolvimento de 60 caminhões. Ontem, 23, o movimento dos caminhoneiros se concentrou também nas margens da SP-294, no pátio de estacionamento de caminhões em um posto de combustíveis, na rotatória de acesso a Dracena. Faixas com dizeres “Acap apóia o movimento”, “Greve” e “Motoristas de Dracena e Acap apóiam a Paralisação” foram colocadas pelos manifestantes em postes fixados no canteiro da rotatória da rodovia. Em torno de 60 caminhoneiros de cidades de vários Estados se concentraram e apoiaram o movimento. Um deles é o caminhoneiro autônomo Lenor Narde, que dirige desde os 21 anos nas estradas do país. Ele disse que saiu de Caxias do Sul-RS com o caminhão carregado de estruturas metálicas e que descarregou ontem, 23, em uma empresa de Dracena. “É a primeira vez que venho para o Estado de São Paulo e exclusivamente, em Dracena, sempre faço fretes para a região norte de Santa Catarina”. Lenor assim como outros motoristas que se mobilizaram no ponto de protesto em Dracena, são contra os aumentos constantes no preço do litro do diesel, reajustes nos preços dos pedágios e a defasagem no valor cobrado pelos fretes. “Gasto em torno de R$ 50 de alimentação e fora que encho o tanque de um mil litros do caminhão com o valor de R$ 900 que dá para rodar 700 km ao dia”, explicou. Mesmo com a carga descarregada, Leonor pretende passar mais alguns dias no posto de combustíveis em Dracena. Eliseu Nicolai é outro caminhoneiro que apóia o movimento da greve. “Os caminhoneiros pediram para parar o veículo e eu parei”. Ele é profissional da área há 40 anos e mora em Bauru. O caminhoneiro veio de Agudos e chegou ontem, em Dracena, para descarregar uma carga de perfumaria e rações nos supermercados da cidade. Eliseu trabalha como autônomo e cobra fretes para fazer o transporte das mercadorias de uma empresa em Agudos. “Se eles me liberarem até as 18h de hoje, 23, eu pretendo voltar para a estrada, pois, tenho que descarregar uma carga em Herculândia e Quintana”, disse Eliseu sobre não continuar no manifesto de apoio aos caminhoneiros em Dracena.  Segundo o tenente da Polícia Militar Rodoviária (PMR), Oliveira, ontem, 23, os manifestantes se concentraram de forma pacífica no pátio do posto de combustíveis e pediam somente para parar veículos de carga. “Não houve nenhum bloqueio da rodovia e os veículos leves eles deixavam passar”, disse o tenente Oliveira. Ainda de acordo com o militar, cerca de 40 caminhões estavam parados no interior do posto de combustível e os caminhoneiros iriam encerrar o ato às 18h, de ontem, e retornariam hoje, às 7h.     Outras Imagens:
Prazo legal para iniciar tratamento de câncer não é atendido no país   (Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil)Tânia Rego/Agência Brasil   Passados cinco anos do início da sua vigência, a lei que instituiu prazo máximo de 60 dias para o tratamento de pacientes com câncer (Lei 12.732, de 2012) ainda não é cumprida em geral. Segundo o Ministério da Saúde, o tempo médio é de 81 dias. A informação foi apresentada em audiência pública convocada pelo Ministério Público Federal hoje (23), em Brasília, para discutir a implementação da norma.      De acordo com levantamento do Ministério da Saúde, o tempo médio se ampliou levemente desde o início da Lei. Entre 2013 e 2017, o intervalo entre o diagnóstico e o procedimento determinado para combate à doença saiu de 79 para 81 dias. As informações foram produzidas a partir de uma amostra de 500 casos analisadas pelos técnicos da pasta.    Ainda de acordo com o ministério, os tratamentos com índice maior de demora para além do prazo são os realizados para câncer de mama e de próstata. Os procedimentos com maior atraso são as cirurgias. Os estados com mais pessoas aguardando pelo tratamento após os 60 dias são Minas Gerais, Rio de Janeiro, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, São Paulo e Paraná. Atualmente, há 303 hospitais habilitados para atender pacientes com a doença.         O levantamento, apresentado na audiência pela coordenadora-geral de Média e Alta Complexidade do ministério, Maria Inês Gadelha, indica que, entre 2013 e 2017, o número de cirurgias de câncer subiu 29%, enquanto a quantidade de radioterapias teve aumento de 36% e o de quimioterapias, 46%. No caso dos gastos federais, as verbas destinadas a tratamentos para a enfermidade foram ampliadas em 146% no mesmo período. A gestora credita essas variações ao número maior de procedimentos realizados, mas também ao preço maior cobrado por fornecedores e prestadores de serviço.            Sistema de informação    Passados cinco anos, um dos desafios apontados na audiência ainda é o monitoramento do tempo de tratamento. O Ministério Público Federal (MPF) informou que, desde 2013, cobra do Ministério da Saúde a implantação de um sistema de gestão de informações sobre o tema. No mesmo ano, o órgão lançou o Sistema de Informação ao Câncer (Siscan). Contudo, dede então, o MPF tem identificado problemas com o programa, como dificuldades na inserção das informações.    Em 2017, o MPF procurou o ministério para apresentar as inconsistências do sistema de monitoramento. O órgão prometeu apresentar soluções aos problemas apontados nos próximos meses.    Os representantes do Ministério da Saúde na audiência pública admitiram que o Siscan ainda tem informações insuficientes. O problema estaria na alimentação das informações pelos hospitais, medida que teria sido colocada como uma nova demanda sem contrapartida aos estabelecimentos. Foi apresentado um projeto de atualização do sistema, que passaria a automatizar a alimentação de casos a partir de outras bases de dados do ministério. Contudo, não foi informado quando este começará a funcionar.    Má distribuição    Especialistas participantes da audiência indicaram desigualdades grandes nas estruturas de combate ao câncer no território brasileiro. O Ministério da Transparência e Controladoria-Geral da União (CGU) realizou auditoria em investimentos na aquisição de equipamentos empregados em diagnósticos e identificou centralização do repasse de verbas para estados do Sul e do Sudeste.    A coordenadora-geral de Auditoria na área de saúde da CGU, Carolina Palhares, citou como exemplo o programa de renúncia fiscal para aquisição destas máquinas, cujo funcionamento favorece os hospitais que solicitam o benefício, não dando poder ao Ministério da Saúde de definir quais estabelecimentos e em quais municípios serão atendidos.    O Tribunal de Contas da União realizou avaliação da capacidade de gestão de secretarias estaduais em diversas áreas. Segundo Marcelo Chaves, representante do órgão no seminário, na atenção de média e alta complexidades (área onde são inclusas as ações de combate ao câncer), 74% dos estados foram identificados com índice de gestão em fase inicial, 26% na intermediária e nenhum na avançada.    O secretário de Saúde de Pernambuco, José Iran Júnior, pontuou que a desigualdade é ainda maior entre os municípios, muitos sem condições de realizar procedimentos de oncologia. "Diferença de uma secretaria estadual para secretarias municipais é gigante. Há dificuldade de profissionais no interior, que é coisa gritante. Temos 80% dos exames psicopatológicos ineficientes", opinou.    Demora no diagnóstico    Na avaliação da procuradora Acácia Suassuna, um dos obstáculos ao tratamento ainda é o tempo entre a consulta e o diagnóstico. "Existem caso de pessoas que passam seis, nove meses pra ter resultado da biópsia. Quando ela consegue, [a doença] está no estágio muito avançado. Precisamos avançar na prevenção e tirar este gargalo. Isso deve ser feito cobrando dos laboratórios serviço efetivo. Se eu pago por uma biópsia, ela tem que ser entregue rapidamente", destacou.
Combate à Leishmaniose Visceral no município é tema de reunião no Legislativo     Foi promovida na manhã desta terça-feira (22) reunião entre agentes públicos a fim de discutir sobre as medidas tomadas no controle da Leishmaniose Visceral no município e buscar soluções que reduzam o número de casos.   Estiveram presentes o presidente da Câmara Rodrigo Parra, os vereadores Ailton  Lorensetti, Célio Ferregutti, Maria Mateus, Milton Polon, Sara Scarabelli e Rodrigo Castilho, a secretária de Saúde e Higiene Pública Lígia Sinatura, a secretária adjunta Miriam Iasniswski, promotor de justiça Rufino Eduardo Campos e representantes do Superintendência de Controle de Endemias (Sucen) e do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) de Dracena.   Na reunião foram tratadas a legislação vigente para o cumprimento das atribuições acerca dos CCZs, as exigências no controle de vetores e a importância da responsabilização dos munícipes quanto ao cuidado de seus imóveis, a fim de evitar a proliferação de criadouros do inseto transmissor. “A Secretaria Municipal de Saúde sentiu a necessidade de intensificar as orientações sobre o adequado controle da doença em Dracena”, esclareceu a secretária Lígia.   Segundo o promotor Rufino, foi instaurado em setembro do ano passado o inquérito civil n.° 14.0253.0001279/2017-9 para apurar as atividades do CCZ. Foram apontados problemas estruturais do prédio que necessitam de adequações, porém não foi constatada nenhuma irregularidade por parte dos procedimentos adotados pelo estabelecimento.   Ao final da reunião, os vereadores solicitaram para que fosse realizada uma audiência pública, em data a ser agendada posteriormente, para que os Poderes Executivo e Legislativo e o Ministério Público, juntamente com a população e as entidades protetoras dos animais, possam discutir essas questões e buscar em conjunto soluções efetivas. “As audiências públicas que temos realizado no Legislativo têm permitido ouvir os anseios dos munícipes e aprofundar o debate. Neste caso não será diferente. Iremos convidar também os veterinários para que as decisões tomadas sejam as mais acertadas possíveis.” Concluiu o presidente Parra.           Talita Villalba Assessora de Imprensa
Condenado no mensalão tucano, Azeredo se entrega à Polícia de Minas       Por Agência Brasil e TV Brasil  Brasília O ex-governador de Minas Gerais Eduardo Azeredo se entregou às 14h50 de hoje (23) à Polícia Civil do estado. Segundo a assessoria do Gabinete da Polícia Civil, Azeredo se apresentou espontaneamente à 1ª Delegacia Sul de Belo Horizonte, que fica no bairro Santo Antônio. Ele estava acompanhado de advogados.  Ontem (22), o Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) negou o último recurso apresentado pela defesa do ex-governador e ex-senador por Minas Gerais e determinou sua prisão imediata. O tucano foi condenado pelos crimes de peculato e lavagem de dinheiro pela primeira vez em dezembro de 2015, quando foi sentenciado a 20 anos e 10 meses de prisão por participação no chamado mensalão tucano. Eduardo Azeredo se entregou nesta quarta-feira à Polícia após ter a prisão decretada pela Justiça (Valter Campanato/Arquivo/Agência Brasil) Antes de se apresentar, Azeredo chegou a ser considerado foragido da Justiça pela Polícia Civil de Minas Gerais, que, desde ontem (22), tentava cumprir o mandado de prisão expedido pelo TJMG. Em 2014, o então deputado Eduardo Azeredo (PSDB) renunciou ao mandato tão logo a Procuradoria-Geral da República pediu ao STF sua condenação a 22 anos de cadeia. Azeredo desprezou o foro privilegiado no Supremo e fugiu dos holofotes, apostando na lentidão da Justiça comum de Minas Gerais. Na época, não havia permissão para prisão após o julgamento em segunda instância – fato que determinou nessa segunda-feira a expedição de seu mandado de prisão. Mesmo assim, ele conseguiu, com a manobra da renúncia, arrastar o processo, referente a 1998 e iniciado em 2005, por mais quatro anos. Ex-governador de Minas, ex-prefeito de Belo Horizonte, ex-senador e ex-deputado, Azeredo é o primeiro tucano de alta plumagem a ter de acertar em presídio as contas com a Justiça.    Criador e criatura Azeredo é personagem principal do que ficou conhecido como “mensalão tucano” – uma variante do “mensalão do PT”, escândalo que veio a público em 2005 e levou para a cadeia boa parte da cúpula petista em 2012, quando foi concluído o julgamento no STF. Apesar de divulgado após o mensalão do PT, o esquema tucano antecedeu e foi o “pai” do mensalão petista. Descobriu-se que o publicitário Marcos Valério – condenado e preso por viabilizar o pagamento de propinas a petistas e seus aliados -, havia sido também peça-chave de esquema semelhante para a campanha do então governador de Minas à reeleição em 1998. A Justiça condenou agora Eduardo Azeredo pela acusação de desvio, com a ajuda da agência de Marcos Valério, de R$ 3,5 milhões (R$ 9,3 milhões, em valores atuais) de empresas estaduais.
Protesto de caminhoneiros causa desabastecimento em São Paulo       Por Da Agência Brasil  São Paulo A Associação Paulista de Supermercados (Apas) informa que as paralisações já causam desabastecimento nos supermercados, em especial nos itens de frutas, legumes e verduras, que são perecíveis e de abastecimento diário. A entidade ressalta que também carnes e produtos industrializados, que levam proteínas no processo de fabricação, também estão com as entregas comprometidas pelos atrasos no reabastecimento. Em nota, a diretoria da Apas faz um apelo para que as negociações entre governo federal e caminhoneiros tenham resoluções imediatas para que a "população não sofra com a falta de produtos de necessidade básica". O Sindicato das Empresas de Transporte Coletivo Urbano de Passageiros de São Paulo (SPUrbanuss) encaminhou hoje (23) uma correspondências à Prefeitura de São Paulo, Secretaria Municipal de Mobilidade e Transportes, Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo, Secretaria Municipal de Segurança Urbana e SPTrans manifestando preocupação com a possibilidade de o transporte por ônibus na cidade de São Paulo ser afetado, a partir de amanhã (24) pela paralisação dos caminhoneiros. O sindicato patronal afirma que das 14 empresas concessionária, oito estão com reservas de diesel suficientes para uma operação parcial nesta quinta-feira (24). As outras seis empresas informaram que o óleo diesel em estoque é suficiente para manter a operação até esta sexta-feira, dia 25.   As paralisações já causam desabastecimento nos supermercados, em especial nos itens de frutas, legumes e verduras, que são perecíveis e de abastecimento diário Fernando - Frazão/Agência Brasil Além das empresas concessionárias, operam na cidade outras 12 empresas permissionárias. O sistema conta com quase 14 mil ônibus, que rodam cerca de 4 milhões de quilômetros por dia, transportando aproximadamente 6 milhões de passageiros, em 10 milhões de viagens diárias. Mensalmente, são necessários cerca de 40 milhões de litros de óleo diesel para abastecer os ônibus municipais. A Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais de São Paulo (Ceagesp), maior central de abastecimento de frutas, legumes, verduras, flores, pescados e diversos do país, também demonstrou preocupação com os reflexos da paralisação dos caminhoneiros, afirmando que já existe reflexos na comercialização de produtos. Em nota, a Ceagesp, informa que hoje (23) começaram os reflexos na entrega de produtos de outros estados, como manga e mamão, provenientes da Bahia e do Espírito Santo, o melão do Rio Grande do Norte, a melancia de Goiás e a batata do Paraná. O empresa ressalta que produtos provenientes do interior paulista (verduras e legumes) ainda não sofreram atrasos, advertindo que os que permitem estocagem (maçã, pera, abóboras, coco verde, alho, cebola) podem ter desabastecimento no médio e longo prazo. A paralisação já provoca alta nos preços, como batata. "Da mesma forma que a oferta apresenta problemas, a demanda também está prejudicada. Compradores que carregam para outros estados, não estão realizando negócios", ressalta o entreposto.
Pastor molestou o filho e o enteado e os queimou vivo conclui Polícia   Foto Reprodução TV Gazeta. Polícia indicia pastor por homicídio triplamente qualificado e estupro de vulneráveis A Polícia Civil concluiu que o pastor George Alves matou o próprio filho, Joaquim Alves Salles de 3 anos, e o enteado Kauã Salles Butkovsky de 6 anos. O resultado do inquérito policial foi divulgado nesta quarta-feira (23). A perícia aponta que o acusado estuprou as crianças, agrediu e colocou fogo nelas ainda vivas. O crime aconteceu em Linhares, na região Norte do Espírito Santo, no dia 21 de abril. Inicialmente, o pastor George Alves disse que os meninos morreram em um incêndio que atingiu apenas o quarto onde as vítimas dormiam. Mas, segundo a polícia, as informações de George não estavam de acordo com os fatos apurados durante as investigações.   Veja a cronologia do incêndio e das investigações   Os policiais analisaram os resultados de perícias feitas na casa, os depoimentos do pastor e de testemunhas, exames realizados nos corpos dos meninos e imagens gravadas após a morte das crianças. Os meninos estavam sozinhos com George quando aconteceu o incêndio. A perícia aponta que o acusado estuprou as crianças, agrediu e colocou fogo nelas ainda vivas. A polícia disse que o inquérito vai ser encaminhado à Justiça na próxima semana. O acusado está preso temporariamente e a Justiça decidiu prorrogar a detenção por mais 30 dias. Ele foi indiciado por duplo homicídio triplamente qualificado e duplo estupro de vulneráveis. A soma máxima das penas pode chegar a 126 anos. A mãe, de acordo com o inquérito, não tem participação no crime e não é investigada. Ela foi procurada pela reportagem, mas não quer se manifestar neste momento. No dia do crime, Juliana Salles estava em um congresso em Minas Gerais com o filho mais novo do casal. Nesta quarta-feira, ela está em Linhares e não fala com a imprensa.   Abuso sexual e morte   "O conjunto de indícios nos demonstra que, naquela madrugada, o investigado, inicialmente, molestou as duas crianças, tanto o filho biológico Joaquim quanto o enteado Kauã, mantendo um ato libidinoso", afirmou o delegado André Jaretta, de Linhares. Jaretta contou que para ocultar o ato sexual, comprovado pela perícia, George agrediu as crianças. Essa agressão também foi confirmada pelos vestígios de sangue no banheiro. O exame de DNA atestou que o material era de Joaquim. "Com as duas vítimas ainda vivas, porém desacordadas, o investigado as levou até o quarto, as colocou na cama e ateou fogo nas crianças, fazendo com que elas fossem mortas com o calor do fogo", explicou Jaretta. O delegado disse ainda que os meninos morreram pela carbonização. “Isso tudo é comprovado pelo exame pericial. As crianças continham fuligem na traqueia e o exame demonstrou que elas ainda respiravam quando começou o incêndio”, afirmou.   G1