Dracena, Segunda - 17 de Fevereiro de 2020

Pastor flagrado furtando quase R$ 3 mil de dízimo é desligado de igreja no interior de SP

Furto foi constatado após outro pastor verificar o circuito de segurança; caso foi registrado em Rio Preto. Suspeito confessou o crime e devolveu dinheiro.

Por G1 Rio Preto e Araçatuba

 


 

O pastor de 36 anos que foi denunciado após ser flagrado por câmeras de segurança furtando R$ 2,9 mil do dízimo entregue por fiéis de uma igreja, no bairro Vila Maceno, em São José do Rio Preto (SP), foi desligado do quadro de pastores, segundo informou a instituição ao G1.

Em nota, a igreja afirmou que assim que descobriu o crime em suas dependências, levou os fatos ao conhecimento da autoridade policial, a quem cabe investigar a ocorrência, e desligou o suspeito da igreja.

A igreja ainda ressaltou que considera o delito gravíssimo e está cooperando com as autoridades para que o infrator responda e seja punido pelo crime que cometeu. Além das medidas de segurança, novas ações já foram adotadas para que fatos como esse não se repitam.

 

Flagrante

 

De acordo com o boletim de ocorrência, o caso foi registrado no domingo (9) após outro pastor, que é responsável pela parte financeira da igreja, perceber que uma quantia havia sumido.

Ao verificar o circuito interno de segurança, ele constatou que o suspeito tinha furtado o dinheiro de dentro de uma bolsa onde o dízimo é depositado pelos fiéis. Depois de conversar com o suspeito, o pastor confirmou que tinha cometido o crime e que também já tinha furtado outras vezes.

O suspeito, então, devolveu os R$ 2,9 mil e o pastor guardou a quantia. Horas depois, os dois foram na delegacia de Rio Preto, onde o caso foi registrado.

Conforme o boletim de ocorrência, o delegado de plantão informou que não lavrou o auto de prisão em flagrante alegando que a situação não se enquadra em nenhuma das situações que autorizam a prisão em flagrante.

Ainda segundo o boletim, o delegado ainda alegou que empresa não teve qualquer prejuízo e o crime não foi cometido com violência ou grave ameaça. Além disso, o caso será apurado em um inquérito policial.

 

G1 entrou em contato com o pastor que fez a denúncia, mas ele não quis comentar o caso.

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